Vitória da Cultura!

Congresso Nacional derrubou nesta terça-feira (1º) os vetos do presidente Jair Bolsonaro ao projeto que prorroga o auxílio emergencial para profissionais do setor cultural, estabelecido pela Lei Aldir Blanc. Por Elisa Clavery e Gustavo Garcia, TV Globo e G1 — Brasília

A lei que garantiu o pagamento do auxílio emergencial para o setor cultural foi aprovada em 2020, em razão da pandemia.

O montante liberado ano passado foi de R$ 3 bilhões. Um atraso na regulamentação da lei, porém, fez com que R$ 773,9 milhões não fossem executados.

Com isso, houve a necessidade de aprovar, em 2021, esse novo projeto, que prorrogou os prazos para a aplicação dos recursos. O texto, no entanto, foi vetado por Bolsonaro.

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Análise dos vetos

Como o projeto é de autoria dos senadores, a Casa foi a primeira a analisar e a aprovar a derrubada dos vetos, o que foi seguido pelos deputados.

Em razão da pandemia, a sessão do Congresso, que normalmente é feita em uma sessão presencial conjunta, tem sido feita de forma remota e, portanto, as Casas fazem votações separadas.

A rejeição dos vetos foi feita após acordo de lideranças partidárias, incluindo o governo.

Um dos dispositivos retomados com a derrubada do veto é a prorrogação automática, por dois anos, dos prazos para aplicação dos recursos para realização de atividades culturais dos projetos já aprovados.

A justificativa do governo para o veto é que a medida contraria o interesse público, já que o prazo estabelecido é “extenso para uma prorrogação automática”.

Outro dispositivo que havia sido vetado, e que agora será retomado, é a autorização para que estados e municípios possam utilizar, até o fim de 2021, o saldo das contas criadas para receber as transferências da União.

A justificativa do Executivo é que os créditos extraordinários têm vigência apenas no exercício financeiro que foram autorizados – isto é, só poderiam ser usados em 2020.

Os parlamentares também retomaram um trecho que explicitava a destinação para o saldo remanescente. Agora, os recursos devem ser usados para pagar:

  • renda emergencial mensal aos trabalhadores e trabalhadoras da cultura;
  • editais, prêmios, aquisição de bens e serviços do setor cultural e outros instrumentos para manter os espaços, cursos e atividades artísticas.

A decisão do Congresso Nacional é uma grande vitória do parlamento e da cultura brasileira. Trabalhadores e trabalhadoras da cultura se mobilizaram em todo o país para pressionar por esta votação e por esta derrubada. Agora é garantir nos estados e municípios que estes recursos possam chegar na ponta, beneficiando a quem mais precisa.

Fonte: G1

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